No programa, entrevista de Guilherme Júnior com Tarso Carnal, da banda Carnal Desire.
Com Márcio Garoni, o concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo na praia do Gonzaga, em Santos, neste domingo, dia 21.
A locução é de Mariana Dias.
Onde a cultura é a atração principal
No programa, entrevista de Guilherme Júnior com Tarso Carnal, da banda Carnal Desire.
Com Márcio Garoni, o concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo na praia do Gonzaga, em Santos, neste domingo, dia 21.
A locução é de Mariana Dias.
No dia 13 de novembro foi gravada a 7ª edição do boletim “Baixada em Cena”, dentro das aulas de Radiojornalismo do terceiro ano do curso de jornalismo da UniSantos.
MANCHETES DESTA EDIÇÃO:
- Pesquisa aponta crescimento da produção de vídeos de animação no Brasil, incluindo a Lightstar Studio, empresa situada em Santos e que presta serviços para grandes estudios internacionais.
- Peça de teatro Sexo, Etc & Tal, apresentada em Cubatão, incentiva a platéia a “piratear” o espetáculo com câmaras fotográficas e filmadoras.
- Barca da Cultura leva diversas manifestações culturais à área continental de Santos.
Confira tudo isso clicando logo abaixo:
Uma experiência multissensorial é oferecida ao público todo fim de semana, em um casarão antigo no Centro Histórico de Santos. Logo na porta, uma placa avisa:

O espetáculo Nossa Vida Como Ela É…, encenado desde agosto, é bastante diferente das peças usuais de teatro. Cerca de 50 atores se revezam entre os cômodos da casa, contando seus dramas e interagindo com os espectadores, que acompanham de perto as histórias contadas durante as duas horas de apresentação.
Fernanda Detter, atriz e produtora da peça, explica a proposta: “Diferente de um palco italiano, como o [Teatro] Municipal, o Coliseu, ali o público interage o tempo todo com os atores. Todos os sentidos são explorados dentro da casa” .
Trata-se do teatro pós-moderno, que propõe o fim da separação entre palco e platéia. O público não somente assiste à peça, mas participa ativamente com os atores, que a todo o tempo solicitam sua ação, essencial para o êxito do espetáculo.
A peça já tem inicio do lado de fora do casarão. O público, enquanto aguarda para entrar, é recebido pela dona da casa, que os trata como potenciais compradores. Ainda do lado de fora, todos entram no clima da peça, e da vizinhança: Um cafetão desce com as prostitutas, que abordam os espectadores, a fim de “ganhar o dia”. Do meu lado, chega uma delas. Olha por alguns segundos, e vai direto ao ponto: “Dez real”.
Dentro da casa, todos são livres para escolher os cômodos que desejam visitar, podendo ficar até 25 minutos em cada um deles. São dez ambientes no total, com cenas de durações e número de atores variáveis. No banheiro, por onde este aqui começou, entram dois espectadores, e um ator por vez. Já em quartos e salas pode haver mais de dez pessoas, entre atores e público. Distinção que desaparece nos primeiros minutos, onde todos se imergem no mesmo mundo.
A dona do casarão é interpretada por Maria Tornatore, a diretora da peça, e o espetáculo marca os dez anos de seu grupo, o Taetro de Teatro. Fernanda lembra que há cerca de oito anos a diretora realizou uma peça semelhante, intitulada Alemanha, uma História de Medo, inspirada em um texto de Bertold Brecht. A montagem tinha cerca de 70 atores, e era encenada em um velho galpão no porto. O público sentava em caixotes espalhados pelo local.
Como o título sugere, Nossa Vida Como Ela É… se baseia nos contos de A Vida Como Ela É, de Nelson Rodrigues. Interessada em abordar temas atemporais, Maria Tornatore propôs aos atores que cada um escrevesse um texto rodriguiano, inédito, sobre dramas que acontecem com todos nós. O resultado é um mosaico de histórias que comovem, fazem rir, pensar… E a gente bem de pertinho, como um voyeur:
Cada cômodo da casa tem 25 minutos de duração, e os atores repetem as cenas três vezes por apresentação. Como eles trocam de cômodos constantemente, quase sempre fazendo mais de um personagem, é necessário um trabalho enorme de cronometragem. É possível observar que há relógios em todos os cômodos, assim como no pulso da maioria dos atores.
Além disso, a reação de cada público é diferente, o que faz de cada apresentação única. A própria Fernanda, atriz há três anos, sente a diferença desta peça: “A proximidade com o público é muito grande, temos que estar sempre bem preparados”. Sobre o espetáculo, ela ainda diz:
Um exemplo das reações do público pode ser visto no blog da peça, onde há algumas declarações de quem já acompanhou o espetáculo. Como não dá para assistir a todas as cenas, a produção dá desconto para o público voltar ao casarão.
Em cartaz desde agosto, já em setembro a peça foi a grande vencedora no Festival Santista de Teatro Amador, o mais antigo festival de teatro do País, nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Elenco, Melhor Direção para Maria Tornatore, Melhor Ator Coadjuvante para Luciano Andrade e Melhor Atriz Coadjuvante para Juliana Sousa.
Nossa Vida Como Ela É… tem apresentações todo sábado e domingo, às 20h30, na Rua General Câmara, 99, no Centro de Santos. A peça vai até 7 de dezembro, e os ingressos, limitados a 40 pessoas, custam R$ 20 (estudantes e aposentados pagam meia-entrada), à venda nas lojas Hapanui, na Avenida Pinheiro Machado, 845, em Santos, e na Rua João Ramalho, 636, em São Vicente. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (13) 3028-6680.
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